O sarcófago antropomórfico constituía o invólucro protector da múmia e simbolicamente representava o ventre da deusa celeste que envolvia o defunto e o preparava para a vida eterna. Os pés do sarcófago têm a típica configuração de pedestal patente nos sarcófagos antropomórficos em uso a partir da Época Baixa. O ataúde apresenta uma configuração mumiforme, sendo encimado pela representação do rosto enquadrado por uma volumosa cabeleira listada. No corpo do sarcófago foram dispostas, em vários registos, representações alusivas ao Além. O julgamento do morto (primeiro registo), a adoração de Ré no Além (segundo registo) e a ressurreição do defunto (terceiro e quarto registo) constituem as principais etapas do percurso de regeneração que o defunto pretendia alcançar no reino de Osíris.
ColecÇÃo
Arqueologia e Pré-história
Proveniência
Egipto
Materiais
Madeira, linho, gesso e pigmentos
Marcas inscrições
No sarcófago inscrevem-se os hieróglifos ankh («vida»), uase («poder»), e neb («senhor») que assinalavam o defunto ressuscitado como «Senhor de vida e poder».
Núcleo
Egipto
Data
Período Ptolemaico
Medidas
Altura: 172 cm
Largura: 43 cm
Técnicas
Sarcófago talhado na madeira e revestido através da técnica de cartonagem sobre a qual foi aplicada a camada final de pintura.
A destacar
O sarcófago constitui um exemplo típico daquela que era a principal peça do mobiliário funerário de um túmulo egípcio a partir da Época Baixa. A sua decoração profusa, envolvendo os temas mais importantes da religião funerária do antigo Egipto, constitui uma boa síntese iconográfica das crenças do Além.
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