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B.I. da peÇa

Bracteata

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Descrição
A pequena placa reproduz o motivo cunhado no Anverso de um decadracma: cabeça da ninfa Aretusa, voltada à esquerda, coroada de folhas de trigo e rodeada por quatro golfinhos. O motivo central é circundado pela legenda ΣΥΡΑΚΟΣΙΛΝ (Siracosion – que se pode traduzir por “em nome do povo de Siracusa”) – e a assinatura do grava do ΕΥΑΙΝΕ(ΤΟΥ) – Evainetos.
Autor

Desconhecido
Proveniência
Colecção Allen
A peça terá sido adquirida por João Allen para o seu museu entre 1840, data do seu achado, e 1849, data do seu falecimento.
Medidas
Altura: 480 mm
Largura: 430 mm
Peso: 9,26 g
Espessura: ? 1
Técnicas
Peça executada a partir de uma fina folha de ouro fino, cuidadosamente martelada sobre o Reverso de um decadracma de Siracusa, datável de 400-370 a.C., de forma a transpor o seu relevo. Como acabamento final, terá sido polida e perfurada para permitir a sua fixação numa peça de vestuário.
NÚmero de inventÁrio
1982.B.0193
ColecÇÃo
Moedas Pré-Nacionais
Data
2ª Idade do Ferro, posterior a 400-370 a.C
Local execução
A sua origem de fabrico é incerta; poderá ter sido produzida no nosso território por um artífice local ou, mais provavelmente, de fabrico mediterrânico, talvez grego, e trazida por gregos, romanos ou por mercenários hispânicos no contexto das Guerras Púnicas.
Materiais
Ouro
Pequena placa em ouro fino, com percentagem de ouro superior a 99%.
Função
Tem uma forma rectangular de cantos arredondados e é perfurada em todo o seu perímetro, junto ao bordo.
Esta peça seria utilizada como adorno de vestuário; as pequenas perfurações permitiam prender a referida peça a um tecido – vestes imbratteatae. O seu uso não seria regular mas sim excepcional, talvez de carácter honorífico, desconhecendo-se se era adorno feminino ou masculino.
A destacar
Atendendo aos materiais arqueológicos provenientes de estações do litoral do Noroeste peninsular, reconhecidos como produções mediterrânicas e atribuíveis aos séculos IV-III a.C., ou anteriores, não será de excluir a possibilidade de esta peça ser proveniente daquela região, constituindo um dos elementos indiciadores da existência de contactos do Noroeste peninsular com as culturas do mundo mediterrânico, em época que se poderá estabelecer pelos séculos IV-III a.C.
Relativamente aos motivos decorativos representados na bracteata, deverá ainda dizer-se que esta composição temática, frequentemente utilizada nas produções monetárias do mundo mediterrânico de influência grega, é reveladora da importância económica do mar, quer como reserva de recursos naturais, quer como via de comunicação de primordial importância para o comércio nas regiões envolventes.
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