Natural de Amarante, António Carneiro frequentou a Escola de Belas-Artes do Porto (1890-1896), onde foi aluno de Marques de Oliveira. Fez os seus estudos em Paris, na Academia Julian. Figurou na Exposição Universal em 1900, com retratos e composições de inspiração simbolista. Viajou pela Bélgica e pela Itália e fixou-se no Porto, onde expôs, em 1901, o tríptico “A Vida”.
Dedicou-se sobretudo ao retrato, vivendo modestamente das suas sanguíneas. O que mais o atraía era a paisagem, onde exprimia a sua sensibilidade. Pintou também interiores de igrejas. Colaborou na revista “A Águia”, sendo seu director artístico de 1917 a 1927.
Professor da Escola de Belas-Artes do Porto, desde 1918, ocupou o cargo de director em 1928.
Proveniência
Adquirido aos herdeiros de Cláudio Carneiro
Materiais
Sanguínea sobre papel
NÚmero de inventÁrio
93.30.069
ColecÇÃo
Desenho
Data
1918
Medidas
Altura: 47 cm
Largura: 30 cm
Marcas inscrições
Não assinado, datado “1918 VIII”
A destacar
Estudo para a peça Cláudio Tocando. Para compreender o alcance e o significado da sua presença no conjunto da produção do pintor, interessam principalmente as peças que o tornam como pretexto de exercícios. Neste caso, são a composição e a execução musicais que servem de tema principal. O motivo era evidentemente forte: a expressividade do rosto contraído sobre o violino.
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