Natural de Amarante, António Carneiro frequentou a Escola de Belas-Artes do Porto (1890-1896), onde foi aluno de Marques de Oliveira. Fez os seus estudos em Paris, na Academia Julian. Figurou na Exposição Universal em 1900, com retratos e composições de inspiração simbolista. Viajou pela Bélgica e pela Itália e fixou-se no Porto, onde expôs, em 1901, o tríptico “A Vida”.
Dedicou-se sobretudo ao retrato, vivendo modestamente das suas sanguíneas. O que mais o atraía era a paisagem, onde exprimia a sua sensibilidade. Pintou também interiores de igrejas. Colaborou na revista “A Águia”, sendo seu director artístico de 1917 a 1927.
Professor da Escola de Belas-Artes do Porto, desde 1918, ocupou o cargo de director em 1928.
Proveniência
Adquirido aos herdeiros de Cláudio Carneiro
Materiais
Desenho a água-tinta e pena sobre papel
NÚmero de inventÁrio
93.30.194
ColecÇÃo
Pintura
Data
1923
Medidas
Altura: 58 cm
Largura: 43 cm
Marcas inscrições
Assinado. O desenho apresenta as iniciais do artista, o ‘A’ encerrando o ‘C’. Datado de 1923.
A destacar
Esta peça traduz a adesão do artista ao modelo convencional de se auto-retratar, utilizando um hábito de monge e uma boina de artista. O olhar do pintor é um olhar atento e concentrado com a obra em curso, de quem procura a forma adequada de execução. A busca de rigor oficinal é a procura de uma identificação intencional com a profissão, através do virtuoso trabalho na malha de traços e da rede de linhas e manchas.
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