Tríptico pintado a óleo sobre tela, representando a “Vida” simbolicamente expressa em três quadros: Esperança, Amor e Saudade, representados respectivamente por uma jovem loura e nua, de costas, levanta um braço ao céu. A seu lado, uma criança nua e sentada, debruça-se para as flores. Saindo de uma floresta, dois cavaleiros a par, um homem e uma mulher. À direita, uma mulher de negro, sentada sob uma esfinge, junto de uma criança desnuda.
Natural de Amarante, António Carneiro frequentou a Escola de Belas-Artes do Porto (1890-1896), onde foi aluno de Marques de Oliveira. Fez os seus estudos em Paris, na Academia Julian. Figurou na Exposição Universal em 1900, com retratos e composições de inspiração simbolista. Viajou pela Bélgica e pela Itália e fixou-se no Porto, onde expôs, em 1901, o tríptico “A Vida”.
Dedicou-se sobretudo ao retrato, vivendo modestamente das suas sanguíneas. O que mais o atraía era a paisagem, onde exprimia a sua sensibilidade. Pintou também interiores de igrejas. Colaborou na revista “A Águia”, sendo seu director artístico de 1917 a 1927.
Professor da Escola de Belas-Artes do Porto, desde 1918, ocupou o cargo de director em 1928.
Proveniência
Adquirido aos herdeiros de Cláudio Carneiro
Materiais
Óleo sobre tela
NÚmero de inventÁrio
93.30.11
ColecÇÃo
Pintura
Data
1899-1901
Medidas
Altura: 62 cm
Largura: 91 cm
Marcas inscrições
Assinado e datado “António Carneiro 1901”
A destacar
O ambiente de mistério e os motivos figurativos simbolizando situações existenciais, encontram-se neste tríptio: Esperança, Amor e Saudade. Todos estes subtítulos são possíveis para retratar a obra: nudez, cavalgada romântica na floresta, esfinge misteriosa atrás de um vulto vestido de negro e de uma caveira. À figura de vestido negro associa-se uma criança nua, indicando o eterno recomeço da vida.
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