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B.I. da peÇa

Arrecadas, par

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Descrição
Arrecadas em ouro, formato de coroa circular aberta decorada no verso por nove campânulas cónicas assimetricamente distribuídas entre duas fitas de três fios. Reverso com decoração de nove punções. Exterior da coroa circular debruada com duas cordas.
Apêndice triangular decorado no verso com grânulos; reverso liso com aplicações em fio a formar desenhos geométricos. Vértice do triângulo rematado por botão.
Sistema de suspensão duplo, constituído por um travessão aplicado nas extremidades da coroa circular e um cordão de elos entrançados.
ColecÇÃo
Ourivesaria
Proveniência
Museu Municipal do Porto
Alguns indivíduos rasgavam valas em Vila de D. Mendo, situada na freguesia de Estela – Póvoa de Varzim, quando encontraram um pequeno púcaro com o par de arrecadas, um colar, um fragmento de cabeça de torques e 14 fragmentos de metal fundido. O conjunto a que se chamou tesouro de estela, passou para a posse de um ourives da Póvoa, a quem o Museu Municipal do Porto o compra para as suas colecções. A 20 de Abril de 1908 dá entrada naquele Museu.
Medidas
Altura: 103 mm
Diâmetro: 324 mm
Espessura: 4
Técnicas
Corpo central em metal laminado, recortado e estampado; Apêndice triangular formado por duas chapas sobrepostas, soldadas. Decorado no verso com pequenos grânulos a preencher toda a superfície e, no reverso aplicações de fio a formar desenhos geométricos. Uma trança construída com quatro elos configura o cordão de suspensão.
NÚmero de inventÁrio
149/1; 149/2 Our CMP/MNSR
Núcleo
Joalharia
Data
2ª Idade do Ferro – 300 a.C.
Local execução
Portugal
Materiais
Ouro
Função
Em achados de enterramentos desta época na península, aparecem guerreiros com pendentes suspensos das orelhas o que permite questionar se teriam sido na altura executados para uso masculino ou feminino.
Verifica-se que esta tipologia se espalhou por todo o mediterrâneo ao longo da 2ª Idade do Ferro, perdurando o seu uso na península ibérica até ao presente século.
A destacar
Em conjunto com outros achados a norte de Portugal, comprovam a existência e florescimento de uma produção local de ourivesaria na época dos castros – 300 a.C.
Forma, ornamentos e técnicas decorativas como o estampilhado, a filigrana e o granulado, evidenciam contactos, na época, com outras culturas, como a mediterrânica.
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